segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Silêncio

Dois aviões
Uma nação
Prédios que desabam
Pessoas que acusam
Que apontam e que revidam
Esquecem que no final das contas
Somos todos iguais
Carne, Sangue e Osso
Que vivemos na mesma bola
Que chamamos de Terra
Nomeiam-se racionais
E esquecem que estão no topo da cadeia alimentar
E a cada tantas mortes
Fazem um minuto de silêncio
E vos peço Silêncio
Não por mim
Mas por todos os imbecis que tem poder
Para que possam ouvir o pouco de humano que lhes restam

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